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1973–
MAIS UMA FESTA DA ACADEMIA VERDE
por
Sandro Varela
*clique
nos nomes dos times para ver seus escudos*
Amigos
do Distintivos.com.br,
novamente estou aqui com mais uma edição de
um Campeonato Brasileiro. Desta vez, falaRemos de novo da
Academia palmeirense, que faturou o seu segundo título
em brasileirões, no ano de 1973. Não se sabe
ao certo, mas um famoso bordão ganhou vida naquele
ano: “Onde a ARENA vai mal, um time no Nacional”.
A ARENA era o partido ligado ao regime militar que estava
no governo à época e que dava sustentação
ao governo de Emilio Garrastazu Médici, que estava
prestes a passar a faixa a outro general e nada menos que
14 clubes se somaram aos 26 do ano anterior.
Dentro
de campo, o campeonato se desenrolou da seguinte forma, no
primeiro turno desta fase, os clubes foram divididos em dois
grupos de 20. No segundo turno da primeira fase, os mesmos
40 times foram divididos em outros quatro grupos de 10. As
20 melhores equipes desta primeira fase, contando o desempenho
dos dois turnos passaram para uma segunda fase, com os pontos
sendo zerados. As equipes foram agrupadas em dois grupos de
10 e jogaram dentro de cada chave em um turno único.
Os dois melhores times de cada grupo disputaram a fase final,
já no ano de 1974 e na base de um único turno.
Na
primeira fase, o futuro bicampeão, o Palmeiras, já
dava as cartas, com uma campanha praticamente irretocável,
com 18 vitórias, 7 empates e apenas 3 derrotas, aquelas
que seriam as únicas da equipe em toda a competição,
além de exibir uma conta de saldo de gols invejável,
com 34 gols a favor e 11 contra. O segundo colocado foi o
Grêmio e o terceiro foi o Cruzeiro. Já entre
os clubes eliminados na primeira fase, forças como
Flamengo e Fluminense aparecem, além de clubes como
o CEUB - DF, Comercial-MS, Náutico, América de Natal.
Os
vinte clubes da segunda fase foram divididos da seguinte forma,
na chave A, Palmeiras,
Internacional
- RS, Atlético Mineiro, Coritiba, Corinthians,
América - MG, Vasco, Bahia, Nacional - AM e Ceará.
A chave B teve São
Paulo, Cruzeiro,
Botafogo - RJ, Grêmio,
Santos,
Santa Cruz, Vitória - BA, Guarani, Goiás e Fortaleza.
No grupo A, o Verdão e o Colorado garantiram a classificação
e no B, o Tricolor paulista e o Alvi-celeste mineiro passaram
para a fase final.
A
fase final foi aberta em 13 de fevereiro de 1974, com os jogos
entre Cruzeiro x Palmeiras, disputado no Mineirão e
vencido pelo alviverde por 1 x 0, gol de Edu e São Paulo x Internacional jogaram no Morumbi e o tricolor aplicou
uma goleada de 4 x 1, gols de Mirandinha (2), Pedro Rocha
e Piau. Claudiomiro anotou para o Inter.
Na segunda rodada, no dia 17, Palmeiras x Internacional jogaram
no Morumbi e o verdão bateu o colorado por 2 x 1, gols
de Ronaldo e Luis Pereira, com Figueroa descontando para o
Inter, enquanto o Cruzeiro batia o São Paulo por 1
x 0, gol de Palhinha. Um mero empate contra o São Paulo
bastaria ao Palmeiras para que a torcida do verdão
soltasse novamente o grito de campeão. O tricolor dependia
de uma vitória. Cruzeiro e Inter não tinham
mais chance de ficar com o título. Para se despedirem
do campeonato, o Internacional recebeu o Cruzeiro no Beira-Rio
e bateu o time azul por 1 x 0, gol de Escurinho.
Já o jogo do Morumbi foi eletrizante, pois envolvia
duas equipes paulistas e mesmo com o favoritismo do Palmeiras,
ninguém poderia afirmar com total certeza que o título
seria de um time ou de outro, já que as duas equipes
se equivaliam de certo modo.
Quando
o apito inicial para o jogo final daquele brasileiro, o São Paulo sabia que precisava buscar a vitória a qualquer
preço, mas o Palmeiras
sabia que sua campanha naquele campeonato era superior, tanto
que ele tinha 10 pontos de vantagem sobre o tricolor e começou
dominando as ações da partida. Quando o assunto
chegou na letra “c” de catimba, o Palmeiras
mostrou ao São Paulo que sabia catimbar quando fosse
preciso e a zaga palmeirense também despachava bicões
para a lateral sem a menor cerimônia. Tanto que até
o calmo Ademir da Guia levou cartão amarelo e peitou
o uruguaio Forlan sem medo algum.
No final da partida em que Luis Pereira depois de mandar na
defesa palmeirense foi na direção da torcida
do São Paulo e mostrou o símbolo palmeirense
para a torcida tricolor, o melhor homem em campo foi Waldir
Peres, mas a convicção geral era a de que faltou
um gol para coroar o bi do Palmeiras,
título que deixou uma marca sem igual na história
dos brasileiros, com 40 jogos, 25 vitórias, 12 empates
e apenas 3 derrotas. O time marcou 52 gols e levou 13, passando
para a história como a defesa menos vazada dentre todos
os campeões brasileiros.
Ficha da final - 20 de fevereiro de 1974
Palmeiras
0 x 0 São Paulo
Local: Morumbi (São Paulo). Público: 66 549
Renda: Cr$ 990 860,00
Árbitro: Arnaldo César Coelho (RJ)
Palmeiras:
Leão, Eurico, Luís Pereira, Alfredo e Zeca,
Dudu, Ronaldo e Ademir da Guia, Leivinha, César e Nei.
Téc.: Oswaldo Brandão
São Paulo: Waldir Peres, Forlan (Nélson),
Paranhos, Arlindo e Gilberto, Chicão, Zé Carlos
e Pedro Rocha, Terto, Mirandinha e Piau. Téc.: José
Poy
Na
próxima semana, teRemos o Vasco, campeão brasileiro
de 1974.
Confira
a classificação final do brasileiro de 1973.
1
Palmeiras
2 São Paulo
3 Cruzeiro
4 Internacional - RS
5 Grêmio
6 Santos
7 América - MG
8 Coritiba
9 Botafogo - RJ
10 Vitória - BA
11 Atlético Mineiro
12 Corinthians
13 Goiás
14 Vasco
15 Guarani
16 Santa Cruz
17 Bahia
18 Fortaleza
19 Ceará
20 Nacional - AM
21 Remo
22 Fluminense
23 Flamengo
24 América de Natal
25 Comercial - MS
26 Desportiva Capixaba
28 Atlético Paranaense
29 Portuguesa
30 Rio Negro - AM
31 Olaria
32 Sport Recife
33 CEUB
34 Náutico
35 Figueirense
36 CRB
37 América - RJ
38 Paysandu
39 Moto Clube
40 Sergipe
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