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FUTEBOL DE ONTEM
TODAS AS COPAS DO MUNDO
1982 - O BRASIL ENCANTA, MAS A FESTA É DA ITÁLIA
por
Sandro Varela
Olá
amigos do distintivos.com.br estamos chegando com um novo
texto sobre Copas do Mundo e desta vez falaremos sobre a Copa
do Mundo de 1982, realizada na Espanha. Antes, vamos situar
o leitor aos fatos da época, os quatro anos antes daquela
competição.
O
Brasil teve neste espaço de tempo o começo de
uma abertura política. Primeiro com o fim do AI 5,
depois a campanha pela Anistia Política aos seus exilados
e perseguidos, culminando com a primeira eleição
quase geral, em 1982. Vinicius de Moraes, Cartola e Elis Regina
foram alguns artistas que faleceram neste período.
O mundo viu a queda de Jimmy Carter, presidente democrata,
mas que passava mais tempo preocupado com os direitos humanos
que governar seu país e a eleição de
Ronald Reagan. Pela primeira vez um Papa, neste caso João
Paulo II, visitou o Brasil. Videla ainda tentava manter sua
ditadura com algum custo, mas a derrota na Guerra das Malvinas/Falklands
para a Inglaterra custou a continuidade do regime militar
argentino
Em
1981, Nelson Piquet faturou seu primeiro título mundial
na F1 e no ano seguinte, Gilles Villeneuve morria num acidente
em Zolder, na Bélgica. No futebol domestico, O Internacional
de Porto Alegre faturou o título de 1979 de forma invicta.
Em 80, o Flamengo foi o campeão nacional, seguido do
Grêmio em 81 e novamente pelo mesmo Flamengo em 82.
Uma
homenagem a Telê Santana
Com
o fim da Copa de 78, Cláudio Coutinho teve seu esquema
mais que contestado. Um futebol complicado demais de entender
com overlappings, pontos futuros e afins. Com isso, a seleção
tinha a necessidade de encontrar um treinador novo para o
escrete canarinho que pudesse preparar o time para 1982. Antes
da Copa teríamos as eliminatórias e a CBD custou
para encontrar um nome. Porém um jogo no dia 10 de
dezembro de 1979 foi decisivo. Nesse dia, Flamengo e Palmeiras
jogaram no Maracanã e o time paulista comandado por
Telê Santana da Silva, que tinha entre outros Pedrinho,
Jorge Mendonça, Baroninho e Mococa passou de forma
impiedosa pelo time que tinha Zico, Junior e Adílio.
Telê vinha de um título nacional com o Atlético
Mineiro, em 1971, uma passagem não muito boa com o
São Paulo em 1973 e com um título gaúcho
pelo Grêmio, quebrando uma seqüência vitoriosa
do Internacional de oito títulos seguidos em 1977 e
mal ele sabia que ele montaria o time que mais encantaria
os fãs de futebol desde o Brasil de 1970 e a Holanda
de 1974. Esta é a forma que encontrei de dizer muito
obrigado ao técnico da Seleção que me
ensinou a gostar de futebol e que se destacou anos depois
com o São Paulo, bicampeão da Libertadores e
do Mundial Interclubes, que faleceu dia 21 de abril passado.
O
Paraíso se abre
Já
a competição que aconteceu de 13 de junho a
11 de julho de 1982 tinha como novidade o aumento de 16 para
24 no número de países participantes. Tudo isso
atendendo a uma vontade do então presidente da FIFA,
João Havelange.
Grupo
A, ou o grupo dos empates
Polônia,
Itália, Camarões e Peru jogaram nas cidades
de Vigo (Estádio Balaidos) e La Coruña (Estádio
Riazor). No jogo inaugural, italianos e poloneses bocejaram
além da conta. Um jogo chato e amarrado não
deixou que Paolo Rossi, Lato e Boniek brilhassem deixando
o placar no 0 x 0. Já o outro jogo do grupo seguiu
o script de chatice á risca. O clássico alimentar,
Peru x Camarões terminou 0 x 0. No segundo jogo do
grupo para a Itália, que pegou o Peru, parecia que
teríamos uma vitória, já que os italianos
viraram o primeiro tempo com um gol de vantagem, mas os peruanos
empataram 1 x 1. Polônia e Camarões ficaram no
0 x 0. Na rodada decisiva, finalmente um time se dignou a
fazer gols nessa chave. A Polônia arrasou o Peru por
5 x 1, gols de Smolarek, Lato, Boniek, Buncol e Cincol para
os polacos que seguiram adiante naquela Copa. La Rosa descontou
para os sul-americanos.
Mamma
Mia, santo Gol!!!
Já
a Itália, bem... ela por muito pouco ficou fora da
primeira fase e evitou um certo jogo que falaremos mais tarde
nesta coluna. Graziani marcou 1 x 0 e M’Bida empatou
logo em seguida. O gol acabou dando uma motivação
maior para os camaroneses que tentaram a todo custo o gol
de desempate que os levaria adiante naquela Copa, mas não
foi possível. Eles voltaram para Yaounde aplaudidos,
com sua luta reconhecida pela torcida.
Grupo
B
Alemanha
Ocidental, Áustria, Argélia e Chile jogaram
sua sorte nas cidades de Gijon (Estádio El Molinon)
e Oviedo (Estádio Carlos Tartiere).
De
cara, Alemanha?!?!?!
A
Alemanha Ocidental pegou a Argélia em sua estréia
e para surpresa geral, os africanos abriram o placar com Madjer
aos 9 da primeira etapa e aos 22 Rumenigge empatou para os
alemães. O que poderia detonar a reação
alemã serviu de incentivo aos argelinos que no minuto
seguinte desempatou com Belloumi. A Alemanha estreava mal
na Copa de 82. Já os austríacos bateram os chilenos
por 1 x 0. Na rodada seguinte, os alemães arrasaram
com os chilenos, 4 x 1. Já os austríacos bateram
os argelinos por 2 x 0. Na última rodada, A Argélia
bateu o Chile por 3 x 2 e a Alemanha Ocidental bateu a Áustria
por 1 x 0. Três times ficaram com 4 pontos, mas apenas
alemães e austríacos avançaram de fase.
Grupo
C
Argentina,
Bélgica, Hungria e El Salvador jogaram nas cidades
de Barcelona (Camp Nou, jogo inaugural), Elche (Nuevo Estadio)
e Alicante (Jose Rico Perez). Na primeira partida que faria
como campeão do mundo, a Argentina passou um papelão...
Perdeu por 1 x 0, gol de Erwin Vandenbergh.
Faz
mais um pra gente ver!!!
Já
o jogo entre húngaros e salvadorenhos foi um daqueles
que a superioridade de um time sobre o outro. A Hungria arrasou
El Salvador por 10, sim DEZ a 1... A maior goleada em Copas
de todos os tempos.
Na
segunda rodada, a Argentina aplicou uma goleada na Hungria
por 4 x 1, enquanto que a Bélgica teve mais piedade
dos salvadorenhos, 1 x 0. Na última rodada, Bélgica
e Hungria empataram por 1 x 1, já a Argentina passou
por El Salvador por 2 x 0 e se classificou para a fase seguinte
ao lado dos belgas.
Grupo
D
Inglaterra,
França, Tchecoslováquia e Kwait jogaram nas
cidades de Bilbao (São Mames) e Valladolid (Jose Zorrilla).
No jogo inaugural, a Inglaterra bateu a França por
3 x 1. Já os tchecos empataram com os kuaitianos por
1 x 1. Na segunda rodada, enquanto os ingleses batiam os tchecos
por 2 x 0...
Senhor
Juiz, anule este pênalti que eu estou mandando!!!!
Os franceses passaram como bem quiseram pelo Kwait. Pelo placar
de 4 x 1. O jogo estava 2 x 0 no primeiro tempo, gols de Genghini
e Platini e os franceses tinham conquistado um pênalti.
Isso despertou a ira de um xeique que desceu da tribuna de
honra e se dirigiu até o juiz para cobrar explicações
da marcação em questão. O arbitro soviético
Miroslav Stupar ouviu as alegações e voltou
atrás na marcação. O jogo acabou tendo
os outros gols de Six e Bossis para os franceses, com Al Buloushi
descontando para os kuaitianos. O juiz foi afastado da competição
e o xeique multado.
França
e Tchecoslováquia empataram por 1 x 1 na rodada final,
já os ingleses venceram os kuaitianos por apenas 1
x 0.
Grupo
E
Irlanda
do Norte, Espanha, Honduras e Iugoslávia jogaram nas
cidades de Valencia (Luis Casanova) e Zaragoza (Ramoneda).
No jogo inaugural, os donos da casa empataram com os hondurenhos
por 1 x 1. Iugoslavos e irlandeses fizeram a mesma coisa,
só que sem gols. Na segunda rodada, A Espanha venceu
para deleite de sua torcida a Iugoslávia por 2 x 1,
já os hondurenhos empataram com gols, 1 x 1 contra
os irlandeses. Na última rodada, apesar da vitória
sobre os hondurenhos por 1 x 0, a Iugoslávia foi eliminada.
Já o jogo entre a Espanha e a Irlanda do terminou 1
x 0 para os irlandeses.
Grupo
F
Brasil,
União Soviética, Escócia e Nova Zelândia
jogaram nas cidades de Sevilla (Benito Villamarin) e Málaga
(La Rosaleda).
Meu
primeiro jogo de Copa do Mundo
Meu
primeiro jogo como torcedor da seleção, de enfeitar
rua e tudo foi com apenas 7 anos. Morava com uns primos no
bairro paulistano de Vila Vera, perto do inicio da Rodovia
Anchieta e como toda boa criança de 7 anos á
época, tudo era novidade, sentia um clima tão
festivo que tudo era diversão naquele dia e senti em
todos os que estavam á minha volta que aquele jogo
tinha algo especial. Com 7 anos já se consegue entender
algo e aguardei o relógio bater 4 da tarde para sentar
na frente da TV, com direito a pipoca e refrigerante para
ver Brasil x União Soviética. Achei engraçado
ver aquele time vermelho com as letras CCCP escritas no uniforme,
coisa que vim saber anos mais tarde que era o nome do país
- União das Republicas Socialistas Soviéticas
- escrito nas letras deles.
O
jogo começou equilibrado, mas uma falha de Valdir Peres,
então goleiro do São Paulo quase põe
tudo a perder. Bal, anotou o gol soviético aos 34 da
primeira etapa. Não foi isso que abalou o escrete canarinho,
com muita garra, o time buscou o empate e ele veio, com Sócrates,
que era do Corinthians aos 30 do segundo tempo. Eder, então
ponta esquerda do Atlético Mineiro, aproveitou um corta-luz
de Falcão, já na Roma, e mandou um petardo de
fora da área, sem chance de defesa para Rinat Dassaev
anotando o 2 x 1 brasileiro. No outro jogo da primeira rodada,
a Escócia trucidou os neozelandeses por 5 x 2.
Na
segunda rodada, o Brasil pegou a Escócia e ganhou.
Só que levou o primeiro gol com Narey, aos 18 da primeira
etapa. Zico empatou aos 33. Oscar ampliou aos 3 do segundo
tempo. Eder aos 18 e Falcão aos 42 fecharam o marcador.
Já os soviéticos anotaram 3 x 0 nos neozelandeses.
Na rodada final. O Brasil passeou sobre a Nova Zelândia,
4 x 0, gols de Zico, aos 28 e aos 31 da primeira etapa. No
segundo tempo, Falcão aos 19 e Serginho Chulapa, centroavante
do São Paulo, aos 25 fecharam o marcador. Soviéticos
e escoceses empataram por 2 x 2.
Segunda
fase
Dos
24 times iniciais, sobraram apenas 12 que seriam acomodados
em quatro chaves de três seleções. A chave
1 teria Polônia, União Soviética e Bélgica,
a 2 contou com Alemanha Ocidental, Inglaterra e Espanha. A
3 Brasil, Argentina e Itália e a 4 com França,
Áustria e Irlanda do Norte. Falaremos d chave 3 por
último.
Grupo
1
Todos
os jogos aconteceram em Barcelona, no Camp Nou e na abertura,
a Polônia sapecou um 3 x 0 na Bélgica. No jogo
seguinte, a Bélgica se despediu da Copa com uma derrota
por 1 x 0 para os soviéticos, que apenas empataram
na última partida com os poloneses. A Polônia
avançou rumo á semi-final.
Grupo
2
Todos
os jogos aconteceram no estádio Santiago Bernabeu,
do Real Madrid. A Alemanha Ocidental empatou com a Inglaterra
por 0 x 0. No segundo jogo, os alemães venceram os
donos da casa por 2 x 1 e praticamente asseguraram a vaga,
uma vez que espanhóis e ingleses ficaram no zero a
zero.
Grupo
4
Todos
os jogos aconteceram em Madrid, no estádio Vicente
Calderon (Atlético de Madrid). No primeiro jogo, a
Áustria perdeu da França por 1 x 0. No jogo
seguinte, austríacos e irlandeses empataram por 2 x
2. Na última rodada, a França acabou com a Irlanda
do Norte, 4 x 1 e seguiu rumo à semifinal.
Grupo
3
Estádio
Sarriá, esse foi o palco dos jogos entre Brasil, Itália
e Argentina. Na primeira partida, Itália e Argentina
entraram em campo e o time que não estava falando com
a imprensa de seu país devido as criticas venceu por
2 x 1, gols de Tardelli e Cabrini para a Itália, com
Passarella descontando para os argentinos.
O
último tango em Barcelona
Novamente
Brasil e Argentina se encontravam para um jogo de Copa e logo
aos 11 minutos de jogo, Zico abriu o marcador. O jogo seguia
tão favorável ao escrete canarinho, que aos
21 da segunda etapa, Serginho Chulapa marcou o segundo gol.
Junior aos 30 anotou o terceiro gol brasileiro, enquanto que
Ramon Diaz marcou o gol de honra argentino. Diego Maradona,
que esteve discreto naquele mundial, se despediu do torneio
com uma expulsão.
O
canarinho voou, de volta para casa
Brasil
x Itália entraram em campo no dia 05 de julho de 82
para o jogo que definiria o classificado do grupo 3. A partida
foi uma aula de como um jogo pode ser emocionante e eletrizante.
Logo aos 5 minutos, Paolo Rossi aproveitou uma falha na zaga
brasileira e anotou o primeiro gol. Todos pensariam que o
Brasil tinha tomado apenas um susto e que logo estaria na
frente do placar. Sócrates empatou a peleja aos 12
minutos e por igual período, a tranqüilidade tinha
voltado a reinar na torcida brasileira. Só que aos
25, Toninho Cerezo, volante do Atlético Mineiro perdeu
uma bola na intermediaria e deixou aberta a porteira para
que Paolo Rossi entrasse e marcasse seu segundo gol.
O placar seguia a favor da Itália e nesse meio tempo
tivemos um puxão de camisa de Gentile sobre Zico, não
dado pelo israelense Abraham Kleine. Falcão empatou
aos 23 da segunda etapa e Rossi desempatou de novo aos 29.
O Brasil corria desesperado atrás do empate que o levaria
à semifinal e chegou a ter uma chance aos 48, quando
Sócrates cabeceou a bola para o chão, o que
normalmente é um gol certo. Só que Dino Zoff
pegou a bola em cima da linha e em seguida o juiz trilou o
apito dando a vitória e a vaga para a Itália.
O
Brasil, mesmo com a derrota foi muito bem recebido na sua
volta para casa.
Semi
final
De
um lado, a Itália pegaria a Polônia e aplicou
um 2 x 0 ganhando a vaga para a final. Do outro...
Pena
que esse jogo teria que acabar.
França e Alemanha Ocidental fizeram um dos melhores,
brigados e disputados jogos daquela Copa. Littbarski abriu
o marcador aos 17 e Platini empatou de pênalti aos 26.
Aos 5 da segunda etapa, o técnico Michel Hidalgo colocou
Batiston no lugar de Genghini, mas aos 15, numa dividida com
Harald Schumacher, goleiro alemão, ele caiu desacordado
e teve que ser substituído por Lopez. Na prorrogação,
Tresor desempatou aos 2 da segunda etapa e nisso, Jupp Derwall
chamou o contundido Rumenigge para entrar em campo. Giresse
ampliou aos 8 e parecia que a França ia para a final.
Parecia, pois o lesionado craque alemão fez a diferença,
marcando o segundo gol alemão aos 12, e dando o passe
para o gol de empate aos 3 da segunda etapa. O tento foi anotado
por Fischer. O jogo foi para os pênaltis e acabou 5
x 4 para a Alemanha Ocidental.
3º
lugar
A
Polônia venceu a França por 3 x 2 e ficou com
o terceiro lugar na competição.
Final
Itália
e Alemanha chegaram á final e fariam o confronto dos
bicampeões mundiais. O primeiro tempo foi um arrastado
0 x 0 e os gols apareceram na segunda etapa. A Itália
estava mais ofensiva e anotou o primeiro com Paolo Rossi,
de cabeça. Tardelli aos 24 e Altobelli aos 36 ampliaram
para 3 x 0. Breitner descontou para os alemães, mas
não havia mais o que fazer a Itália faturava
seu terceiro titulo mundial e igualava ao Brasil na galeria
dos tricampeões mundiais.
O feito italiano foi comemorado por sua torcida que não
acreditava no time depois da briga com a imprensa local e
para erguer a taça, nada mais justo que o capitão
fosse o seu jogador mais experiente e que comandou a defesa
italiana, seu goleiro Dino Zoff.
Na
próxima coluna falaremos sobre a segunda Copa no México,
ou melhor, como um jogador pode ganhá-la sozinho.
Confira
a ficha técnica da final de 1982
Data
e Local: 11/07/1982 –
Estádio Santiago Bernabeu, Madrid, Espanha
Árbitro: Arnaldo César Coelho (BRA) auxiliado
por Vojtech Christov (TCH) e Abraham Klein (ISR).
Público: 90 mil pessoas
Cartões amarelos: Bruno Conti e Gabriele Oriali, Wolfgang
Dremmler, Uli Stielike e Pierre Littbarski.
Gols: Paolo Rossi, aos 11min, Marco Tardelli, aos 24min, Alessandro
Altobelli, aos 36min, Paul Breitner, aos 38min do segundo
tempo
Itália
Dino Zoff, Giuseppe Bergomi, Antonio Cabrini, Fulvio Collovati,
Claudio Gentile, Gaetano Scirea, Gabriele Oriali, Marco Tardelli,
Bruno Conti, Francesco Graziani (Alessandro Altobelli, depois
Franco Causio) e Paolo Rossi. Técnico: Enzo Bearzot
Alemanha
Ocidental
Harald Schumacher, Hans-Peter Briegel, Paul Breitner, Karl-Heinz
Forster, Bernd Forster, Wolfgang Dremmler (Horst Hrubesch),
Pierre Littbarski, Klaus Fischer, Karlheinz Rummenigge (Hansi
Mueller), Uli Stielike, Manfred Kaltz. Técnico: Jupp
Derwall
Confira
a classificação final da Copa de 1982:
1) Itália
2) Alemanha Ocidental
3) Polônia
4) França
5) Brasil
6) Inglaterra
7) URSS
8) Áustria
9) Irlanda do Norte
10) Bélgica
11) Argentina
12) Espanha
13) Argélia
14) Hungria
15) Escócia
16) Iugoslávia
17) Camarões
18) Honduras
19) Tchecoslováquia
20) Peru
21) Kuwait
22) Chile
23) Nova Zelândia
24) El Salvador

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